Frigoríficos elevaram ofertas para recompor escalas, enquanto menor disponibilidade de animais terminados, exportações e mercado futuro reforçam expectativa de preços firmes na entressafra.

O mercado do boi gordo começou setembro mostrando uma reação que o pecuarista aguardava após o período de pressão observado em agosto.

A oferta mais controlada de animais terminados levou frigoríficos a melhorar as propostas de compra em diferentes regiões do País, com altas registradas em importantes praças pecuárias e a referência paulista retornando à casa dos R$ 345 por arroba. Segundo levantamento da Scot Consultoria, as valorizações no início do mês alcançaram São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

No interior paulista, o boi gordo sem padrão para exportação avançou R$ 3/@ em um único dia, chegando a R$ 345/@, a prazo. O chamado “boi-China” também foi cotado a R$ 345/@, após valorização diária de R$ 1/@.

O movimento ganha importância porque ocorre justamente na entrada de setembro, período em que a pecuária começa a sentir de maneira mais evidente os efeitos da entressafra e da menor disponibilidade de animais terminados a pasto. De acordo com a Scot, vendedores permanecem firmes nas pedidas e mantêm a oferta controlada. Algumas indústrias que precisavam recompor as escalas aumentaram as ofertas para conseguir fechar novos negócios.

Oferta menor começa a mudar a negociação A leitura encontra respaldo também na Safras & Mercado. Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria, avalia que as escalas dos frigoríficos de maior porte ainda permanecem relativamente confortáveis, principalmente pela presença de animais provenientes de parcerias e confinamentos próprios.

Mesmo assim, já aparecem negociações acima das referências médias em algumas regiões, indicando maior resistência por parte dos vendedores. Segundo levantamento da Safras & Mercado, a média da arroba avançou para R$ 344,85 em São Paulo, ante R$ 343,92 anteriormente.

Em Mato Grosso do Sul, passou de R$ 337,16 para R$ 337,36/@, enquanto Mato Grosso saiu de R$ 326,69 para R$ 327,32/@. Goiás alcançou R$ 334,46/@ e Minas Gerais, R$ 333,82/@. A diferença entre as referências das consultorias decorre das metodologias, regiões e condições consideradas nos levantamentos, mas ambas apontam para um cenário semelhante: o mercado deixou para trás a pressão mais intensa observada no encerramento de agosto e iniciou setembro com maior sustentação.


0 Comentários

Deixar um comentário

Não se preocupe! Seu email não sera publicado. Campos obrigatórios estão marcados com (*).