Brasil registra novos casos de Newcastle, mercado ainda não está afetado
A confirmação de mais dois casos da doença de Newcastle em Santa Catarina e a continuidade das restrições comerciais impostas por países importadores ainda não provocaram impactos significativos no mercado brasileiro de produtos avícolas. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as pequenas quedas nas cotações registradas nos últimos dias estão relacionadas principalmente à redução sazonal da demanda no fim do mês.
De acordo com pesquisadores do Cepea, até o momento não há aumento fora do padrão na oferta de carne de frango da região Sul destinada ao mercado paulista. O cenário é diferente do observado durante a ocorrência de gripe aviária em 2025, quando houve alterações no fluxo de comercialização.
Conforme informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), México e Malásia continuam suspendendo as importações de produtos avícolas de todo o Brasil. Já Arábia Saudita, China e Chile mantêm restrições direcionadas apenas a Santa Catarina.
Possíveis reflexos no mercado interno
Agentes do setor consultados pelo Cepea avaliam que a duração dos embargos e a possibilidade de novos países adotarem restrições serão determinantes para o comportamento do mercado.
Caso as medidas sejam prolongadas, parte do volume de produtos que seria destinado à exportação poderá ser redirecionada para outros mercados. No entanto, se esses embarques não encontrarem compradores em outros países, os produtos poderão ser destinados ao mercado interno.
Esse movimento aumentaria a oferta doméstica de carne de frango e poderia pressionar as cotações. Por enquanto, porém, o Cepea não identifica mudanças anormais no fluxo de produtos da região Sul para o mercado paulista.














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