O plantio da soja em Mato Grosso do Sul alcançou 52,6% da área estimada para a safra 2026/2027, o equivalente a aproximadamente 2,5 milhões de hectares. Os dados são do Projeto Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (SIGA-MS), executado pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS), com recursos do Fundems/Semadesc.

O ritmo da semeadura está 4,8 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período da safra anterior. Entre as regiões produtoras, a Sul apresenta o maior avanço, com 61,8% da área semeada. Na região Centro, o índice chega a 38,9%, enquanto no Norte alcança 37,8%.

Entre os municípios, Três Lagoas lidera o andamento do plantio, com 95% da área prevista já semeada. Em seguida aparece Laguna Carapã, com 85%. Aral Moreira, Douradina e Itaporã registram avanço de 80% cada.

Chuvas favorecem plantio, mas exigem atenção às plantas daninhas

As condições de umidade do solo contribuíram para o avanço das máquinas em diferentes regiões do Estado. Ao mesmo tempo, as chuvas estimularam o surgimento de plantas daninhas, especialmente nas regiões Centro, Oeste e Sul, aumentando a necessidade de atenção ao manejo das lavouras.

“As condições de umidade do solo favoreceram o avanço das máquinas em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, as chuvas também estimularam o surgimento de plantas daninhas, especialmente nas regiões Centro, Oeste e Sul, exigindo atenção ao manejo das lavouras”, aponta o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana.

Safra deve ter aumento de área e queda na produtividade

A estimativa do SIGA-MS para a safra 2026/2027 aponta uma área cultivada de 4,874 milhões de hectares, crescimento de 5,5% em relação ao ciclo anterior.

Apesar da expansão da área, a produtividade média está projetada em 52,4 sacas por hectare, uma redução de 13,2%. O resultado final dependerá das condições climáticas ao longo do desenvolvimento das lavouras e dos demais fatores que influenciam o rendimento da cultura.

Previsão climática está entre os pontos de atenção

A previsão para o trimestre de outubro a dezembro indica influência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, com possibilidade de temperaturas elevadas, ondas de calor, tempestades, ventos intensos e ocorrência localizada de granizo.

A intensidade e a distribuição desses fenômenos, porém, dependem da interação com outros sistemas atmosféricos. Por isso, o acompanhamento das condições meteorológicas e o monitoramento das lavouras são importantes para orientar as decisões dos produtores durante a safra.

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