O vazio sanitário da soja termina dia 15 de setembro no Mato Grosso do Sul. Com o encerramento do período de 90 dias em que é proibido manter plantas vivas de soja no solo, o plantio da safra 2026/27 fica liberado no estado após a a data.

A medida é uma das principais estratégias adotadas para o controle da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja. O vazio sanitário está previsto na Portaria SDA/MAPA nº 1.579/2026 e é obrigatório em todo o estado.

De acordo com a Aprosoja/MS, a ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que depende de plantas vivas de soja para sobreviver e se multiplicar. Com a eliminação dessas plantas durante a entressafra, há redução significativa da presença do fungo no ambiente, contribuindo para diminuir a pressão da doença na safra seguinte.

O cumprimento do vazio sanitário é uma responsabilidade de toda a cadeia produtiva e desempenha papel fundamental na proteção das lavouras. A eliminação das plantas vivas de soja durante esse período reduz a sobrevivência do fungo e aumenta a eficiência das estratégias de manejo e controle da doença na safra subsequente.

Além de proteger a produtividade das lavouras, o respeito ao calendário fitossanitário contribui para a redução do número de aplicações de fungicidas ao longo do ciclo produtivo. A prática também auxilia na preservação da eficiência dos produtos utilizados no manejo, reduzindo os riscos de resistência dos patógenos.

Após o encerramento do vazio sanitário, a semeadura da soja para a safra 2026/2027 estará autorizada entre os dias 16 de setembro e 31 de dezembro de 2026, conforme estabelece a legislação federal.

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