Maior demanda norte-americana e escalas curtas de frigoríficos menores favorecem o mercado, enquanto suspensão das vendas à União Europeia limita o otimismo.

Depois de um agosto de negócios mais acomodados, o mercado do boi gordo entra em setembro com perspectivas melhores para os preços.

A expectativa de avanço das exportações brasileiras para os Estados Unidos aparece como um dos principais fatores positivos, enquanto a interrupção dos embarques para a União Europeia adiciona cautela ao cenário. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, agosto começou com preços aquecidos na compra de gado, mas perdeu força ao longo das semanas.

A entrada de animais de parceria e o uso de confinamentos próprios pelas grandes indústrias permitiram melhorar as escalas.

Mesmo assim, a média das cotações nas principais praças pecuárias durante agosto ficou acima daquela observada no fechamento de julho.

Segundo o analista, a flexibilização temporária das tarifas, válida pelos próximos três meses para um volume de 300 mil toneladas, pode estimular os embarques brasileiros. Uma demanda norte-americana maior ganharia importância justamente em um período de menor participação da China nas compras, após o preenchimento antecipado da cota brasileira.

No mercado físico, a última semana terminou com movimento moderado de recuperação, principalmente nas negociações envolvendo frigoríficos menores. As grandes companhias seguem em posição mais confortável por contarem com animais de parceria e confinamentos próprios. Já algumas unidades menores encontram dificuldade para completar suas programações e precisam melhorar as ofertas de compra.

  • R$ 346,75/@ em São Paulo;
  • R$ 335,89/@ em Goiás;
  • R$ 335,29/@ em Minas Gerais;
  • R$ 344,20/@ em Mato Grosso do Sul;
  • R$ 329,59/@ em Mato Grosso;



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