Mercado físico do boi gordo registra valorização em diversas praças nesta sexta-feira
Mercado físico do boi gordo registra valorização em diversas praças, enquanto consultorias apontam dificuldade das indústrias para completar as escalas de abate e projetar ambiente mais firme para a arroba nas próximas semanas.
O mercado do boi gordo voltou a dar sinais claros de fortalecimento nesta semana. Após um período de maior cautela, uma arroba retomou o movimento de valorização em praticamente todo o país ou país, impulsionado principalmente pela oferta restrita de animais de produção e pela crescente necessidade de compra por parte dos frigoríficos. O cenário confirma a expectativa de diversas consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário.
Enquanto o setor enfrenta dificuldades ao longo de suas escalas de redução, os produtores voltam a ganhar poder de negociação, sustentando novas altas nas principais regiões produtoras. Ao mesmo tempo, fatores como exportações, mercado futuro e comportamento do consumo interno seguem no radar dos agentes do setor.
Escalas estreitas e fortalecem o mercado
Segundo análise da Safras & Mercado, os frigoríficos continuam encontrando dificuldades para preencher suas programações de abate. As escalas tendem, em média, entre quatro e sete dias úteis, nível considerado relativamente curto para esta época do ano. Para o analista Fernando Henrique Iglesias, o ambiente segue favorável para a sustentação dos preços da arroba.
Além da menor disponibilidade de animais prontos para o abate, o mercado também inclui questões externas, como a possível aplicação de uma tarifa de 12,5% pelos Estados Unidos sobre diversos produtos importados e o esgotamento antecipado das cotas brasileiras de exportação para a China, fatores que continuam influenciando o humor dos negócios.
De acordo com a Agrifatto, nesta quinta-feira (23), houve valorização do boi gordo em 12 das 17 praças pecuárias monitoradas diariamente, incluindo: São Paulo; Goiás; Minas Gerais; Mato Grosso do Sul; Paraná; Rio de Janeiro; Santa Catarina; Acre; Alagoas; Maranhão; Pára; Rondônia.
Nas demais regiões monitoradas — Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Tocantins — os preços encontraram resultados.














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