Mesmo com disputa entre frigorífico e pecuaristas, preço do boi gordo chega à R$ 350/@
Com escalas curtas, oferta restrita e exportações firmes, preços da arroba do boi gordo avançam em parte do país enquanto risco logístico e consumo moderado limitam altas mais agressivas.
O mercado do boi gordo segue firme em março de 2026 e mostra sinais consistentes de sustentação em níveis elevados, com a arroba girando em torno de R$ 350 nas principais praças, com negociações também acima dessa referência média.
O cenário atual é marcado por oferta enxuta, escalas curtas de abate e resistência dos pecuaristas, enquanto fatores externos e internos adicionam complexidade à formação de preços.
Levantamentos de consultorias e institutos apontam que, embora as altas ocorram de forma gradual, o mercado permanece sustentado — com sinais de valorização em diversas regiões e uma disputa clara entre produtores e frigoríficos.
O principal fator de sustentação do mercado é a oferta limitada de animais prontos para abate. Com boas condições de pastagens, os produtores não estão pressionados a vender. Na prática, isso tem provocado um movimento claro: os pecuaristas liberam os animais de forma gradual e não aceitam preços abaixo da referência.
Como consequência, as escalas de abate seguem encurtadas, girando em torno de seis dias, o que mantém os frigoríficos com dificuldade de alongar suas programações. Esse cenário cria um verdadeiro “cabo de guerra” no mercado, em que os frigoríficos tentam pressionar as cotações para baixo, enquanto os produtores resistem e sustentam os preços, resultando em um mercado travado, porém firme.
A análise da Safras & Mercado reforça esse diagnóstico, trazendo uma leitura mais técnica do momento. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, o mercado físico registra negócios pontuais acima da média, confirmando o viés positivo da arroba.
No entanto, ele pondera: “Os frigoríficos ainda operam com escalas apertadas, o que sustenta os preços, embora as altas ocorram de forma moderada.” Ou seja, o movimento não é de disparada, mas de sustentação gradual — típico de um mercado ajustado pela oferta.
Alta em várias praças e arroba firme em São Paulo, o preço do boi gordo permaneceu em R$ 350/@ em São Paulo (no prazo), consolidando o patamar elevado. No entanto, o destaque ficou para a movimentação em outras regiões.
Dados da Agrifatto mostram que 8 das 17 praças monitoradas registraram alta, incluindo estados estratégicos como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins, enquanto as demais permaneceram estáveis.
Segundo a Scot Consultoria:
- Boi comum: R$ 347/@
- Boi-China: R$ 350/@
- Vaca gorda: R$ 322/@
- Novilha terminada: R$ 335/@















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