Exportações do MS para China tem aumento, carne bovina é destaque com 57,45% em 2026
As exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul para a China cresceram 57,45% entre janeiro e abril deste ano, mesmo diante das novas restrições impostas pelo mercado chinês. O volume embarcado saltou de 26,4 milhões para 41,6 milhões de quilos, enquanto a receita praticamente dobrou, chegando a US$ 250,5 milhões.
O desempenho de Mato Grosso do Sul ficou acima da média nacional, que registrou crescimento de 19% no mesmo período. Segundo o economista e professor da UEMS, Daniel Massen Frainer, os dados indicam ganho de mercado na China e não apenas antecipação de contratos antes do limite da nova cota chinesa.
Desde janeiro, a China passou a limitar em 1,1 milhão de toneladas anuais as compras de carne bovina brasileira com tarifa de 12%. O excedente será taxado em 55%, medida que deve começar a impactar o mercado a partir de junho e permanecer até 2028.
“Quem quiser comprar na China poderá continuar comprando, só que pagando mais caro”, explicou Frainer. Segundo ele, a tarifa afeta diretamente o comprador chinês, já que os frigoríficos brasileiros trabalham com preço FOB, no qual os custos após o embarque ficam sob responsabilidade do importador.
Para o economista, os grandes frigoríficos exportadores, como a JBS, devem sentir mais os efeitos da medida, enquanto empresas menores, voltadas ao mercado interno, tendem a sofrer menos impacto. Ele também avalia que os produtores podem buscar alternativas em outros mercados, como os Estados Unidos.
Além das barreiras chinesas, o setor exportador brasileiro acompanha novas restrições da União Europeia previstas para setembro. O bloco europeu ameaça suspender a entrada de produtos de origem animal do Brasil sob alegação de falta de garantias sanitárias, medida que pode atingir um mercado estimado em quase US$ 2 bilhões.















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