Embarques de carne bovina cresceram mais de 15% no acumulado do ano, impulsionados pela forte demanda internacional e pelo mercado chinês. As exportações brasileiras de carne bovina mantiveram ritmo acelerado em 2026 e ultrapassaram a marca de 1,3 milhão de toneladas entre janeiro e maio.

Dados compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) apontam que o país embarcou 1,388 milhão de toneladas no período, volume 15,3% superior ao registrado nos cinco primeiros meses do ano passado.

A receita obtida com as vendas externas alcançou US$ 7,88 bilhões, consolidando o Brasil como o maior exportador mundial de carne bovina. O desempenho foi impulsionado principalmente pela forte demanda internacional e pela competitividade da proteína brasileira nos mercados globais.

Maio registra novo avanço nos embarques

Somente em maio, o Brasil exportou 297 mil toneladas de carne bovina, resultado 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Na comparação com abril, o crescimento foi de 2,9%, demonstrando a continuidade do ritmo positivo das exportações.

A receita gerada pelos embarques no mês atingiu US$ 1,83 bilhão, enquanto o preço médio da proteína exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, avanço de 3,5% em relação ao mês anterior.


China segue como principal destino

A China manteve sua posição como principal compradora da carne bovina brasileira. Apenas em maio, o país asiático importou 157,6 mil toneladas, respondendo por mais da metade dos embarques realizados pelo Brasil no período.

No acumulado do ano, os chineses adquiriram 631,9 mil toneladas da proteína brasileira, gerando faturamento de US$ 3,78 bilhões. O mercado chinês representou 45,5% de todo o volume exportado pelo Brasil entre janeiro e maio.

Além da China, os principais destinos da carne bovina brasileira foram:

  • Estados Unidos;
  • Rússia; Chile;
  • União Europeia.


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