Boi gordo dispara e já há negócios de até R$ 370/@ em SP, já no MS R$ 341/@
Escalas seguem enxutas, atacado reage na semana do Dia dos Pais e consultorias apontam ambiente favorável para novas altas; negócios pontuais acima da referência do mercado do boi gordo já aparecem em São Paulo e no Paraná.
O mercado do boi gordo voltou a ganhar força nesta semana e reforçou a percepção de que o segundo semestre começa com um cenário mais favorável ao pecuarista. A combinação entre oferta restrita de animais terminados, escalas de abate curtas, consumo doméstico aquecido e expectativa positiva para o varejo elevou as cotações em diversas regiões do país.
Embora a referência paulista permaneça na faixa de R$ 352 a R$ 355 por arroba, frigoríficos já realizaram negócios pontuais entre R$ 360 e R$ 370/@ em São Paulo e no Paraná, evidenciando que a disputa por lotes de melhor qualidade começa a se intensificar.
Consumo interno volta a puxar o mercado
Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, o movimento de valorização continua sustentado principalmente pelas escalas de abate, que permanecem entre cinco e seis dias úteis na média nacional.
Além disso, o mercado atacadista registrou novas altas impulsionadas pelo aumento da demanda na semana que antecede o Dia dos Pais, período tradicionalmente favorável ao consumo de carne bovina. A entrada dos salários na economia também contribuiu para fortalecer as vendas no varejo.
Agrifatto vê fundamentos sólidos para novas valorizações
A Agrifatto também identifica um ambiente positivo para a arroba, a consultoria destaca que os negócios realizados entre R$ 360 e R$ 370/@ ainda são pontuais e envolvem pequenos volumes, razão pela qual ainda não alteram oficialmente as referências de mercado. Ainda assim, demonstram que frigoríficos já aceitam pagar prêmios por lotes específicos.
Mercado físico segue firme
São Paulo: R$ 352,17/@
Mato Grosso do Sul: R$ 341,82/@
Minas Gerais: R$ 335,29/@
Goiás: R$ 333,93/@
Mato Grosso: R$ 332,42/@
Na avaliação do mercado, essas referências tendem a continuar sendo pressionadas para cima caso a oferta permaneça restrita ao longo das próximas semanas.














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