Oferta maior pressão sobre preços no curto prazo, enquanto consumo interno com Copa do Mundo e exportações sustentam expectativa de ocorrência da pecuária; escalas de abate mais curtas e retenção de oferta voltam ao radar do mercado do boi gordo.

Depois de semanas marcadas por pressão baixista e recuo acelerado nas cotações, o mercado do boi gordo encerrou a semana dando sinais de eventos nas principais praças pecuárias do Brasil.

A entrega ocorre em um ambiente ainda bastante cauteloso, no qual os frigoríficos seguem tentando escalas de abate enquanto os produtores demonstram maior resistência em negociar animais prontos para o abate em preços considerados baixos.

O cenário atual reflete um momento de transição importante para a investigação brasileira. Por outro lado, houve um aumento significativo na oferta de animais previsto nas últimas semanas, impulsionado pela piora das pastagens com o avanço do outono e pela necessidade de giro nas propriedades.

Além disso, começam a surgir fatores que podem limitar novas questões mais intensas, especialmente em estados onde a retenção de gado ainda reduz a disponibilidade imediata de boiadas. No radar acompanhamos as exportações para a China e o consumo interno com a chegada da Copa do Mundo de Futebol.

Ao mesmo tempo, dados divulgados por algumas consultorias mostram que, desde a segunda quinzena de abril, a arroba acumulou uma queda próxima de R$ 22/@ em São Paulo, saindo de R$ 366,27/@ para R$ 344,82/@, conforme o Indicador Datagro.

Como ficaram as cotações do boi gordo

Segundo dados divulgados pela Safras & Mercado, as médias da arroba tiveram nos seguintes níveis:

  • São Paulo: R$ 347,42/@
  • Goiás: R$ 325,54/@
  • Minas Gerais: R$ 325,88/@
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,98/@
  • Mato Grosso: R$ 351,62/@


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