O mercado pecuário brasileiro registrou melhora na liquidez e leve recuperação nos preços do boi gordo nos últimos dias, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A movimentação ocorre após um período de queda contínua nas cotações, especialmente ao longo de julho.

De acordo com os pesquisadores, pecuaristas estão mais resistentes a aceitar valores baixos, o que resultou em menor oferta de animais para abate em algumas regiões. A retração no volume ofertado contribuiu para a estabilização e, em certos casos, reajustes positivos nos preços.

  • São Paulo (Capital): R$ 300, após queda de 3,23% em relação ao final de junho.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305, retração de 1,61% no mês.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 290, baixa de 3,33%.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, queda de 6,35%.
  • Goiás (Goiânia): R$ 285, recuo de 3,39%.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 265, retração de 3,64%.

    No atacado da Grande São Paulo, os preços de todos os cortes da carne com osso apresentaram pequenos aumentos, o que não era observado desde 18 de junho. O cenário aponta para uma retomada do ritmo do mercado, ainda que de forma moderada.

O Cepea também chama atenção para a chegada de agosto e setembro, meses críticos para as pastagens em boa parte do país. Com a piora nas condições dos campos, muitos pecuaristas precisam recorrer à alimentação suplementar para manter o rebanho, mesmo quando não há intenção de abate no curto prazo. Essa prática, somada aos preços ainda baixos de venda, pressiona os custos de produção e reforça a tendência de retenção de animais.

A combinação de oferta mais contida, custo de manutenção elevado e melhora na demanda pode sustentar o atual movimento de recuperação do setor nas próximas semanas.

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