Prefeitura da Capital combate descarte irregular de lixo e quer transformar área no Jardim das Hortênsias em espaço de uso para comunidade
Um dos pontos críticos de descarte irregular de resíduos, no Jardim das Hortênsias, passará a contar com monitoramento 24 horas e vai se transformar em área para a comunidade. As medidas foram anunciadas na manhã desta terça-feira (03) pela prefeita Adriane Lopes que, junto com equipe de secretários, acompanhou mais uma ação de remoção do material acumulado inclusive nas ruas no entorno na área (entre as ruas Gerbera, Prímula e Tumbergia).
Como a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) constantemente tem que fazer a limpeza da área, em média cinco vezes no ano, a Prefeitura decidiu adotar algumas medidas e pedir ajuda da população para solucionar o problema. Cada vez que a Sisep atua no local, são retirados em média de 50 a 60 caminhões de resíduos, inclusive lixo doméstico, e o bairro é atendido com a coleta feita pela Solurb.
“A gente pede a conscientização dos moradores, a Prefeitura faz a sua parte, mas os moradores também precisam fazer a sua parte. Aqui será construída uma horta comunitária e os secretários se reuniram também para que esse espaço seja para a convivência dos moradores. Mas é um cuidado de todos, e se cada cidadão fizer a sua parte com certeza teremos uma cidade cada dia melhor para se viver”, afirmou a prefeita. Ela disse que será feito um estudo para atender um pedido da Associação dos Moradores, para que a administração ceda a área para a construção de Centro Comunitário, onde será possível inclusive oferecer cursos aos moradores da região. “Precisamos fazer um estudo sobre a legalidade da cedência dessa área para a Associação”.
O secretário Especial de Segurança e Defesa Social, Anderson Gonzaga, disse que já foram instaladas câmeras de monitoramento no entorno da área, para que ao verificar em tempo real o descarte irregular de resíduos a Patrulha Ambiental da GCM (Guarda Civil Metropolitana) seja acionada para prender e levar a pessoa para a delegacia de polícia, pois trata-se de crime ambiental. “A Guarda Civil Metropolitana estará presente aqui, juntamente com a Patrulha Ambiental. Vamos fazer vários plantões em regime de escala para permanecer aqui. O serviço de inteligência também estará monitorando essa área, colocamos três câmeras para o monitoramento e para que a gente possa fazer essas prisões em flagrante”.
A Sisep é a responsável pela remoção dos resíduos descartados no local, e o secretário Marcelo Miglioli destaca que mesmo com as medidas adotadas o problema persiste. “Fizemos uma quadra de areia, fizemos uma academia ao ar livre, colocamos iluminação pública, patrolamos o campo e infelizmente a situação que nós vemos hoje é essa. Isso traz duas situações muito ruins para a nossa cidade: a primeira é a qualidade de vida que vai lá para baixo, isso aqui é um risco para a população. Segundo, é um custo absurdo de manutenção para a Prefeitura de Campo Grande, um recurso que poderia estar gastando em outros investimentos”, afirmou Miglioli. Além de instalar os equipamentos para a prática esportiva a área foi cercada e colocadas placas informando que é proibido jogar lixo no local, e mesmo assim o descarte continua na área e principalmente nas ruas.
O secretário Ademar Silva Júnior, da Semades (Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômicos e Agronegócio) destaca que a administração municipal está fazendo e irá trazer benefícios ao bairro com a implantação da horta comunitária e outras ações, mas que a população também precisa colaborar. “Estamos começando por aqui hoje, vamos fazer essa limpeza, vamos transformar esse local em um local habitável para a sociedade, para a comunidade local, e principalmente tentar sensibilizar a comunidade a não aceitar esse tipo de descarte e fazer a denúncia”. As denúncias devem ser feitas pelo 153, para que a Patrulha Ambiental da GCM seja acionada.
O Jardim das Hortênsias marcou o início desse trabalho de intensificação não só da limpeza, mas também de fiscalização, que será feita nos pontos críticos de descarte existentes na cidade. Dos 400 pontos identificados, em torno de 150 são frequentemente limpos pela Sisep, sendo desses de 50 a 60 áreas críticas, entre elas essa da Rua Gerbera, a Avenida Ernesto Geisel, às margens do córrego Anhanduí, e áreas nas Moreninhas, Lageado, entre outros.















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