Apesar da firmeza pontual nas cotações do boi gordo, aumento nas escalas e escoamento lento da carne no mercado interno preocupam os analistas, o mercado do boi gordo encerrou a primeira semana de julho com cotações relativamente estáveis, mas sinais de instabilidade voltam a preocupar pecuaristas e consultorias especializadas.

Com preço médio da arroba girando em torno de R$ 315 em praças como São Paulo, o setor enfrenta agora uma encruzilhada que envolve pressão de frigoríficos, avanço das escalas de abate, entrada de animais confinados e desaceleração no consumo doméstico. Este cenário foi abordado por diversas análises ao longo da semana. 

Estabilidade aparente, pressão nos bastidores do mercado do boi gordo

Segundo boletim da Scot Consultoria, a sexta-feira (4/7) foi marcada por poucos negócios e frigoríficos fora das compras, especialmente em São Paulo. “A maioria dos negócios da semana foi realizada até quarta-feira”, destacou a consultoria.

A arroba do boi gordo comum ficou cotada a R$ 310, enquanto o chamado “boi-China” manteve a referência de R$ 315/@.

No entanto, apesar da aparência de estabilidade, a pressão por preços mais baixos é uma realidade, principalmente pela chegada gradual dos bois de confinamento e a fraca demanda por carne bovina no mercado interno, conforme ressaltado também por analistas da Safras & Mercado.

Escalas de abate se alongam

A consultoria Agrifatto informou que as escalas de abate foram ampliadas em diversas regiões, com destaque para Rondônia, que encerrou a semana com 10 dias úteis programados, e São Paulo, Pará, Minas Gerais e Paraná, todas com 9 dias úteis de escalas.

A China segue como o principal destino da carne brasileira, respondendo por 48,8% da receita, com US$ 3,2 bilhões. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com forte aumento de 142% nas compras, somando US$ 791 milhões.

Esses números sustentam parte da demanda e ajudam a impedir quedas mais acentuadas nos preços internos, mas não são suficientes para absorver toda a oferta disponível, principalmente em um momento de aumento na oferta de bois terminados.

Resumo das cotações 

  • São Paulo: R$ 310,50 a R$ 315,00
  • Goiás: R$ 292,50
  • Minas Gerais: R$ 299,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 311,36
  • Mato Grosso: R$ 315,61


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