Com a entrada da segunda quinzena de janeiro, é esperado um ritmo mais lento nas vendas domésticas de carne bovina, um reflexo do esgotamento dos salários recebidos no início do mês.

Além disso, as despesas concentradas no início do ano –  como IPVA, IPTU, gastos com material escolar e faturas do cartão de crédito utilizado durante os períodos de festas/férias – reduzem a margem do orçamento das famílias, o que pode estimular a migração para proteínas mais baratas, como as carnes de frango e suína, além de produtos industrializados.

Diante de tal conjuntura, o mercado físico do boi gordo iniciou a semana em ritmo lento, mesmo diante de escalas de abate consideradas apertadas, entre sete e oito dias úteis, na média nacional, de acordo com levantamento da Agrifatto.

Segundo apurou a consultoria, os frigoríficos de grande porte mantêm a pressão para baixo nos preços do boi gordo, comprando apenas quando necessário.

Porém, o mercado segue sem consolidar um movimento de baixa; os recuos nos valores têm sido pontuais e discretos, principalmente nas praças de SP, MS, PA e TO.

Por sua vez, continua a Agrifatto, as indústrias de médio e pequeno portes, mais voltadas ao mercado interno, continuam pagando os preços de tabela, embora alguns negócios tenham sido fechados acima da referência.

Pelos dados da Agrifatto, nesta terça-feira (13/1), a arroba do boi sem padrão-exportação segue valendo R$ 325 no mercado paulista, que atualmente não paga nenhum prêmio para os lotes de “boi-China” negociados na mesma praça.

Nas outras 16 regiões monitoradas pela consultoria, as cotações do boi gordo também ficaram estáveis.

“Com a diminuição nas vendas de carne bovina ao longo da segunda metade de janeiro, é esperado um enfraquecimento adicional nos preços da arroba no mercado físico”, projetam os analistas da Agrifatto.

Segundo os números apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo “comum” segue cotado em R$ 318/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” é vendido por R$ 322/@ (valores brutos, no prazo).

No mercado futuro, os contratos do boi fecharam o pregão de segunda-feira (12/1) com certa estabilidade. O papel de curtíssimo prazo (com vencimento em janeiro/26) terminou a sessão cotado a R$ 319,20/@, uma ligeira alta de 0,30% em relação ao dia anterior.

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