Empreiteiras e produtores rurais de Mato Grosso do Sul estariam envolvidos em uma fraude que simulava empréstimos com o Banco Master, operado por Daniel Vorcaro. Desde o escândalo que surgiu no final de 2025, diversas empresas têm sido investigadas pela Polícia Federal. O clima entre os implicados é de apreensão, especialmente enquanto as informações sobre as delações de Vorcaro continuam a emergir. 

Alguns empresários relataram que foram 'cooptados' por um intermediário, que os apresentou a um esquema fraudulento ligado ao Banco Master, alegando que o negócio parecia legítimo e vantajoso. Em um inquérito, a Polícia Federal apura o papel de cada empresa envolvida e já recebeu documentação significativa sobre os negócios realizados. 

Um dos casos revela que um empresário tomou um empréstimo de R$ 400 milhões, mas apenas R$ 10 milhões ficaram com ele, com o restante sendo redirecionado para investimentos por meio da gestora Reag.

Outra empresa tomou R$ 40 milhões, mas só obteve R$ 2 milhões. No total, as empresas investigadas tomaram mais de R$ 18 bilhões, que foram transferidos para fundos geridos pela Reag. 

A operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, mirou o PCC, revelando uma estrutura de divisão de tarefas entre operação e gestão financeira, utilizando empresas para ocultar recursos ilícitos. A investigação também destacou Silvano Gersztel, representante da Reag, ligado a supostos esquemas de combustíveis do PCC, que renunciou à sua posição no auge das investigações.

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