O Estado de Mato Grosso do Sul e Rondônia lideram o ranking de queimadas, com maior aumento dos registros neste ano, em comparação ao ano anterior (2018).  Focos de queimadas já são três vezes maior de janeiro a agosto deste ano no Estado. Em Corumbá pelo segundo dia consecutivo, a cidade amanheceu encoberta pela fumaça. Isso é o resultado dos focos de queimadas, seja na área urbana ou em localidades isoladas, como no Pantanal e às margens da BR-262, e também em cidades bolivianas que ficam na faixa de fronteira. Corumbá registrou no sábado e domingo, 17 e 18 de agosto, 180 focos de queimadas. A cidade lidera o ranking nacional, conforme aponta o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O município de Lábrea no Amazonas, aparece logo atrás de Corumbá, com 97 focos, seguida de Altamira, no Pará, com 82 focos. As queimadas podem surgir espontaneamente por causa do calor e da ausência de chuvas, mas no Brasil ainda é uma prática utilizada para limpeza de terrenos para o preparo do plantio da próxima safra. Os sensores do satélite não permitem diferenciar qual a fonte dos focos de queimada. Como prevenção, Campo Grande MS, criou a campanha Agosto Alaranjado que visa campanhas e ações de conscientização e combate aos incêndios urbanos e florestais. Lei Municipal nº 5.864/17 de autoria do vereador Eduardo Romero (Rede). Até o dia (18), Corumbá aparece com 694 focos de queimadas em agosto, ou seja, está entre as oito cidades com maior índice de queimadas no Brasil. Altamira lidera com 1.578 focos. De janeiro até agosto, Corumbá já registrou 1.911 focos, o que representa 13,3% das queimadas registradas em todo o território nacional. Não chove na cidade desde 26 de junho, quando foram registrados 5,6 mm de precipitação. Já Mato Grosso do Sul, teve até o momento 3.515 focos de queimadas de janeiro até o dia 17 de agosto e só nestes quase 20 dias de agosto, o Estado apresentou 1.196 focos. Bolívia Incêndio florestal há vários dias na cidade de Roboré, distante cerca de 250 km da fronteira da Bolívia com Corumbá, na Chiquitania boliviana, bem como em povoados próximos a essa área, preocupa autoridades bolivianas. Pela proximidade com Corumbá, que está encoberta pela fumaça, o incêndio no país vizinho também contribui com densa camada de fumaça registrada na cidade pantaneira.

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