Invasões: Instituições do Agro no Mato Grosso do Sul repudiaram ato cometido na Fazenda Ipuitã em Caarapó
As instituições do agro de Mato Grosso do Sul repudiaram com veemência o ato cometido na Fazenda Ipuitã, em Caarapó, onde o produtor rural teve seu direito de propriedade novamente violado de forma grave e intolerável.
A Famasul tem alertado, reiteradamente, as autoridades responsáveis sobre o risco de escalada da violência no campo e sobre a necessidade urgente de ações preventivas. Infelizmente, os fatos confirmam aquilo que já vínhamos denunciando: a omissão e a leniência da Justiça e do governo federal alimentam a insegurança jurídica e encorajam novos ataques. Não é de hoje que a área sofre sucessivas invasões.
No fim da semana, o cenário ficou ainda mais grave, quando o grupo criminoso composto por indígenas ateu fogo e destruiu maquinários agrícolas, insumos, a sede e toda a estrutura da propriedade rural, causando prejuízos incalculáveis e impedindo o exercício legítimo da atividade produtiva.
Esses episódios de violência no campo não dizem respeito apenas aos produtores rurais. Elesm toda a sociedade atinge. Quando uma fazenda é incendiada, não se destrói apenas uma estrutura produtiva, mas o sustento das famílias e a garantia de empregos.
O direito de propriedade privada está previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que os produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos, sem responsabilização dos criminosos e sem qualquer ressarcimento pelas perdas que são resultado da impunidade. É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo.
É importante não generalizar: os crimes que promovem atos violentos — muitas vezes manipulados como massa de manobra — não representam a maioria dos povos originários. Temos vários exemplos de indígenas que desejam prosperar, que respeitam as leis e que, inclusive, trabalham em ações conjuntas com o Sistema Famasul para melhorar a produção em suas comunidades e buscar políticas públicas seriais e eficientes.
É preciso que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando, identificando e responsabilizando os autores do ataque à Fazenda Ipuitã. É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune.
A Famasul continuou de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garante a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul.
Assinam nota: Famasul, ABPO, Aprosoja/MS, Acrissul, Asumas, Avimasul, Apai, Biosul, Novilho Precoce/MS, OCB/MS, Reflore/MS, Sulcanas e Sodepan















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