O secretário de Meio Ambiente. Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar de MS (Semagro), Jaime Verruck, participa nesta segunda-feira (12), em Assunção, do I Seminário de Integração da Infraestrutura de Transporte Rodo-ferroviário da América do Sul. Na ocasião o governo paraguaio reafirmou o projeto de construção da ponte em Porto Murtinho sobre o rio Paraguai, a obra vai viabilizar a rota rodoviária bioceânica passando por Mato Grosso do Sul até chegar aos portos do Chile. As autoridades paraguaias também anunciaram a intenção de construir paralelamente à rodovia uma estrada de ferro que vai cortar todo o território paraguaio até se conectar com a ferrovia argentina na cidade de Salta.

            “A grande novidade que ouvimos aqui foi através do ministro de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai, Arnoldo Wiens. Está reservada uma faixa de 60 metros ao lado da rodovia bioceânica que passa por obras de pavimentação, para construção de uma ferrovia ligando Carmelo Peralta/Porto Murtinho até a cidade de Salta, ao Norte da Argentina. Mato Grosso do Sul está no centro dessa discussão, existe hoje um pensamento único no Estado em prol do desenvolvimento”, disse Verruck.

            O titular da Semagro está representando o Governo do Estado no encontro, que conta ainda com a participação do senador Nelson Trad Filho, presidente da Comissão de Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado; do coordenador-geral de Assuntos Econômicos Latino-Americanos e Caribenhos do Ministério das Relações Exteriores, ministro João Carlos Parkinson de Castro, do deputado federal Vander Loubet  e  do diretor da Itaupu Binacional, Carlos Marum.

            A obra de construção da ponte está com o cronograma  mantido e tem previsão para ser concluída em 2023, o custo estimado é R$ 290 milhões. A ponte de Murtinho terá uma extensão total de 680 metros, de uma barranca a outra do rio, 12 metros de largura, com mais uma passarela lateral para pedestre de um metro de largura e será construída pela Itaipu. O projeto tem como parâmetro a ponte estaiada construída sobre o rio Paranaíba,  que liga a cidade de Paranaíba (MS) a Porto Alencastro (MG).  

Com a construção da ponta, o corredor bioceânico vai reduzir em 17 dias o trajeto de viagem das commodities de Mato Grosso do Sul até o mercado asiático, embarcando nos portos do Chile, ao invés de usar os portos de Paranaguá (PR) ou de Santos (SP). O Paraguai está pavimentando o trecho de 600 km da rota que corta seu território, agora acontecem negociações para concretizar também o modal ferroviário. O ministro paraguaio Arnoldo Wiens demonstrou confiança no sucesso das negociações e disse que este é o primeiro encontro internacional para tratar da construção da rota rodo-ferroviária . Ainda segundo o ministro paraguaio, agora o momento é de amadurecimento da ideia pelos governos de capa país participante e em breve uma nova reunião deve acontecer para avaliar o andamento das tratativas.

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