Governo do Estado e Fiems anunciam missão a Ásia com intenção de abrir novos mercados
A redução da dependência econômica em relação aos Estados Unidos e a ampliação de novos mercados no exterior para os produtos brasileiros – estas são duas das principais motivações que o governador Eduardo Riedel (PSDB) tem para garantir a saúde da economia e o nível de empregabilidade em Mato Grosso do Sul. Agora, em agosto, ele viajará para uma missão na Ásia, cumprir agendas com empresários no Japão, Índia e Singapura.
Os três países têm forte potencial para importação de commodities, produtos do agronegócio e matérias-primas industrializadas. A viagem de Riedel já fazia parte dos planos para esta gestão, no sentido de ampliar as parcerias comerciais na América do Sul e em outros continentes. Os passos nesta direção caminham ao encontro das projeções potencializadas pela Rota Bioceânica, que facilita o acesso ao Pacífico e aos mercados asiáticos.
O tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump para vigorar a partir de sexta-feira, 1º de agosto, se o Brasil não aceitar suas exigências, acelerou a viagem de Riedel. Ele, inclusive, defende ações diplomáticas e comerciais para que os impactos na economia sul-mato-grossense sejam os menores possíveis. No primeiro semestre deste ano, Mato Grosso do Sul exportou mais de US$ 40 milhões em ferro-gusa para os EUA.
“O estado é líder nacional em exportação de celulose e está entre os principais de carne bovina e soja”, descreve. Para Riedel, todos estes setores sofreriam impacto direto com as tarifas. A iniciativa do governador também visa apresentar Mato Grosso do Sul como o polo logístico do Corredor Bioceânico, um projeto que aproxima o Brasil dos mercados do Pacífico asiático por via terrestre, conectando MS ao Chile, Argentina e Paraguai.
FOCOS DEFINIDOS
No Japão, Riedel vai buscar parcerias tecnológicas e alimentares, enquanto na Índia o foco está nos medicamentos, fertilizantes e na agroindústria. Em Singapura, a meta é desenvolver conexões nos setores de logística portuária e turismo. Riedel também articula junto ao Ministério das Relações Exteriores o suporte institucional necessário para facilitar tratativas comerciais com os governos estrangeiros. Paralelamente, mantém diálogo aberto com entidades como a Fiems, Famasul e Sebrae.
Empresários sul-mato-grossenses devem fazer parte da missão. A expectativa é que parcerias firmadas durante a viagem sejam anunciadas já no segundo semestre de 2025. O governo pretende reposicionar Mato Grosso do Sul no cenário internacional como fornecedor confiável, competitivo e inovador. “Se fecharmos apenas um terço do que vamos apresentar, já será um avanço gigantesco para nossa economia”, aposta Riedel.















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