Governo Brasileiro ignora feito de mais de 50 anos que classificou pais Livre de Aftosa sem vacinação
A declaração do Brasil como livre da febre aftosa sem vacinação, a ser anunciada durante a 92ª Assembleia Geral da Omsa em Paris, representa um marco significativo na história da agricultura brasileira. Este reconhecimento, após mais de 50 anos de esforços para erradicar a doença dos rebanhos, não apenas reforça a imagem sanitária do país, mas também abre novas oportunidades de exportação para mercados exigentes, como Japão e Coreia do Sul.
Entretanto, a ausência de autoridades de alto escalonamento do governo federal para representar o Brasil nesse evento histórico levanta questões sobre a importância que a administração atual atribui a essa conquista. O fato do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, não confirmar a presença, e o cancelamento da viagem do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, indicam uma falta de engajamento por parte do governo no reconhecimento de um feito que pode beneficiar significativamente o setor agropecuário.
Diante dessa situação, a senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e atual representante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), assumirá um papel de destaque ao discursar em nome do setor agropecuário brasileiro. Sua presença como as principais autoridades para representar o país na Assembleia pode ser vista como uma tentativa de manter a visibilidade e a relevância do Brasil no cenário internacional, mesmo na ausência de representantes do governo.
A conquista do status livre de febre aftosa sem vacinação é especialmente relevante em um contexto em que o Brasil enfrenta um desgaste em sua imagem sanitária devido a focos recentes de gripe aviária. A suspensão temporária das compras de produtos avícolas brasileiros por 25 países e pela União Europeia destaca a necessidade urgente de restaurar a confiança nos padrões de sanidade do país.
Portanto, embora a declaração da Omsa seja um passo positivo para o Brasil, a forma como o governo lida com a representação nesse evento e a situação atual da saúde animal no país são aspectos cruciais que precisarão ser competitivos para garantir a continuidade do crescimento e competitividade do setor agropecuário brasileiro no mercado internacional. O equilíbrio entre avanços sanitários e a gestão de crises sanitárias será fundamental para o futuro do agronegócio no Brasil.















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