Segundo a Agrifatto, a ameaça de nova tarifa norte-americana à carne bovina brasileira afetou “o ambiente de negócios no mercado brasileiro do boi gordo, acentuando a volatilidade e comprometendo a previsibilidade das operações, especialmente diante da incerteza sobre avanços nas negociações antes da efetiva aplicação das sanções”.
Diante desse quadro, dizem os analistas da consultoria, os frigoríficos brasileiros adotaram uma postura mais cautelosa, reduzindo parcial ou totalmente as compras de animais com padrão exigido para exportação aos EUA.
Tal medida, ressalta a Agrifatto, resultou em retração da demanda e pressionou negativamente os preços domésticos do boi gordo.
“A praça de São Paulo, referência nacional, apresentou recuos expressivos, operando abaixo de R$ 300 por arroba, reflexo direto da menor disposição de compra das indústrias e do aumento na disponibilidade de animais prontos, oriundos tanto de confinamentos quanto de parcerias comerciais”, reforçam os analistas da Agrifatto.
Essa elevação na oferta, continua a consultoria, limita a capacidade de retenção dos pecuaristas e favorece a manutenção de escalas de abate, que seguem alongadas e atendem à demanda por nove a dez dias úteis, em média nacional.
“Mesmo com o bom desempenho das exportações, que totalizaram 68 mil toneladas na terceira semana de julho/25, o consumo interno segue oscilante, com escoamento lento nas últimas semanas, cenário que reforça a pressão baixista nos preços da arroba”, acrescentam os analistas da Scot.
No mercado futuro, os contratos do boi gordo voltaram a operar sob clima de pessimismo na sessão de segunda-feira (21/7) da B3.
O destaque do pregão ficou para o contrato com vencimento em agosto/25, que encerrou o dia cotado a R$ 299,30/@, com desvalorização de 1,56% em relação ao fechamento anterior.















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