Delcídio fala dos investimento que fez para o Estado e do seu compromisso com o agronegócio
O candidato ao senado Delcídio Amaral (PTC), falou sobre os investimento e o seu compromisso com a agricultura familiar, com o agronegócio, e as instituições que promovem o desenvolvimento nestas áreas.
Delcídio, que foi cassado, e injustiçado, hoje percorre o Mato Grosso do Sul, para levar aos quatro cantos deste rincão, a sua inocência comprovada, e mostra que está no jogo novamente e limpo, para continuar ajudando o Estado.
Tenho relação profunda com o agronegócio. Venho de uma família que criou e educou seus filhos produzindo alimentos nas franjas do Pantanal. Minha mãe, com 82 anos de idade, ainda administra a fazenda da família. Eu também trabalho com a produção de proteína animal. Conheço muito bem o papel desse setor que tem grande importância estratégica para o presente e o futuro do Brasil e da humanidade.
A relevância do agronegócio não é apenas porque alimenta homens e mulheres no mundo inteiro. No caso do Brasil, em especial, ele é responsável por manter a nossa balança de pagamentos em condições razoáveis. Se não fosse o trabalho dos empresários rurais este país já tinha quebrado.
Para que se tenha uma ideia da relevância do agronegócio essa atividade já é responsável por pouco mais de 20% de toda atividade econômica do país. E a boa notícia e que ela tende a crescer porque o mundo demanda nossos produtos rurais.
Mato Grosso do Sul vem dando demonstrações seguidas de que pode continuar ajudando o Brasil, ampliando, cada vez mais, seu agronegócio. A Embrapa, as universidades e o empreendedorismo de gente do Brasil inteiro que escolheu esse torrão para morar e trabalhar tem feito muita diferença.
Ano passado, por exemplo, o estado colheu um total de 19,2 milhões de toneladas de grãos. Faturou R$ 18.933 milhões. Em que pese uma discreta queda de 2% na produção agropecuária a expectativa é de que a safra 2018 fature R$ 28.317 milhões. Ademais, nosso estado tem longa tradição na produção de proteína bovina. Seu plantel, dados de 2017, é da ordem de 21,8 milhões cabeças. A carne produzida aqui é de excelente qualidade e consumida em mais de 50 países.
Fiz essa digressão histórica para dizer que se houver mais incentivo e parcerias salutares objetivando melhorar a genética das sementes e das matrizes bovinas, a sanidade animal e a modernização administrativa, podemos crescer muito. O que não pode acontecer são os governos federal e o estadual jogando contra o patrimônio como estão fazendo. Todos conhecem as trapalhadas recentes do Fundersul. Uma vergonha!
O Estado existe para ser parceiro da produção e não ao contrário. Vejamos o caso do Seguro Rural criado para proteger o produtor de riscos causados por adversidades climáticas. Ele é imprescindível para o produtor que, ao contratar o seguro rural, pode recuperar o capital investido em sua lavoura ou empreendimento caso aconteça alguma anormalidade.
De 2006 a 2016 o número de produtores rurais atendidos pelo seguro passou de 16 mil para 48 mil, ou seja, houve aumento de 192% no número de beneficiários. A área e a importância segurada cresceram 220% (de 1,8 para 5,6 milhões de hectares) e 362% (de 2,9 para 13,3 bilhões), respectivamente. Diante da expansão do Programa, a concessão de subvenção cresceu consideravelmente, passando de R$ 31,16 milhões em 2006 para R$ 398,58 milhões em 2016.
Em que pese a importância do programa para o produtor rural, mesmo a agropecuária em acelerado crescimento, verificamos que o governo Federal não aumentou o volume de recursos do Seguro Rural. O volume diminuiu. Voltou ao patamar do ano de 2012. A insensibilidade do governo é algo gritante. Um setor importante como esse precisa de apoio e segurança. O Seguro Rural dá a tranquilidade ao produtor.
Ao longo dos 13 anos que fiquei no senado Federal votei em todas as matérias que beneficiavam o produtor rural. No patamar mais alto da crise gerada pelo bloqueio imposto pelo mercado internacional, em 2007, por conta de surtos de aftosa em nossas fronteiras, fui relator da MP que liberou um Credito Extraordinário para o nosso MS de R$ 25 milhões, que foram empregados na estruturação de nossa fiscalização e vigilância sanitária. Estou voltando aquela Casa de leis para continuar sendo uma voz avançada dos produtores do campo e da cidade.














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