A promotora de Justiça Laura Alves Lagrota está buscando a condenação do ex-prefeito de Nioaque, Valdir Couto Junior (PSDB), e do candidato a prefeito, Dr. Juliano, por contratações irregulares durante o período eleitoral, o que pode comprometer a lisura das eleições.

De acordo com a promotora, foram feitas contratações de servidores públicos temporários em desacordo com a legislação eleitoral, especificamente durante os três meses que antecedem as eleições, um período em que tais ações são proibidas.


Depoimentos de testemunhas, incluindo a vereadora Rosemeire Meza Arruda, confirmaram que houve contratações indevidas nas secretarias de Educação e Obras. Um caso específico mencionado foi o de um engenheiro civil que foi contratado e depois se licenciou para concorrer a vereador.


A promotora enfatizou que essas ações não apenas violam a lei, mas também criam uma desigualdade de oportunidades entre os candidatos, favorecendo aqueles que utilizam a máquina pública para suas campanhas. O relatório aponta que Valdir Couto fez 59 contratações e prorrogações, das quais apenas 10 eram para serviços essenciais.

O Ministério Público Eleitoral pede a condenação dos envolvidos, argumentando que as contratações realizadas durante o período vedado são nulas e que a lei proíbe qualquer tipo de ação que possa beneficiar um candidato em detrimento de outros. A situação levanta preocupações sobre a integridade do processo eleitoral e a utilização indevida dos recursos públicos.

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