Com falta de bois para abate, preço da arroba sobe, R$ 366/@ em SP, no MS R$ 359/@
A pecuária passa pela maior escassez de animais prontos para abate e sustenta a maior valorização da arroba do boi gordo já vista na história, enquanto frigoríficos reduzem abates e mercado monitora avanço da cota chinesa.
O mercado do boi gordo vive um dos momentos mais firmes dos últimos anos, com preços sustentados pela oferta restrita de animais terminados e forte demanda, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Em diversas regiões do país, já há negócios acima das referências tradicionais, e em São Paulo, principal praça pecuária do Brasil, a arroba chegou a ser negociada pontualmente a R$ 370, indicando um novo patamar de valorização em construção.
Esse cenário, no entanto, não vem sem consequências: a dificuldade em adquirir boiadas prontas para abate tem levado frigoríficos a rever estratégias, reduzindo o ritmo de abate e até cogitando férias coletivas em algumas unidades, apontou análise da Safras & Mercado.
Oferta restrita dita o ritmo do mercado
A base dessa movimentação é clara: há menos animais disponíveis no campo, especialmente prontos para abate. Com isso, as escalas seguem encurtadas na maior parte do país, obrigando a indústria a competir mais intensamente pela matéria-prima.
Segundo levantamento recente da Agrifatto e Scot Consultoria, frigoríficos enfrentam dificuldade para alongar suas programações, o que tem levado ao aumento das ofertas em diversas regiões. Esse comportamento reforça o viés de alta dos preços e evidencia um mercado pressionado do lado da oferta.
Além disso, há registros de valorização da arroba em várias praças pecuárias monitoradas, com alta em estados importantes da produção nacional, enquanto outras regiões apresentam estabilidade — um indicativo de que o movimento de alta ainda está em consolidação.
São Paulo lidera preços e puxa referência nacional no mercado do boi gordo
Na principal praça pecuária do país, os dados da Agrifatto mostram um mercado aquecido. Negócios pontuais a R$ 370/@ já foram registrados, embora ainda sem volume suficiente para definir uma nova referência oficial.
- R$ 366,75/@ em São Paulo
- R$ 351,43/@ em Goiás
- R$ 352,65/@ em Minas Gerais
- R$ 359,66/@ no Mato Grosso do Sul
- R$ 363,04/@ no Mato Grosso
No mercado paulista, o chamado “boi-China” segue mais valorizado, refletindo a demanda externa aquecida, com cotações próximas de R$ 365/@, enquanto outras categorias, como vaca e novilha, operam em patamares inferiores.















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