O decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos estabelece uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, mas com algumas exceções importantes. A celulose e o ferro-gusa, que são os principais produtos exportados de Mato Grosso do Sul para os EUA, não serão afetados pela taxação adicional de 40% que se somaria aos 10% já existentes.

Em 2024, as exportações do estado para os EUA totalizaram 785 mil toneladas, com a carne bovina sendo o principal item, seguida pela celulose e pelo ferro-gusa. Apesar dos EUA representarem apenas 5,97% das exportações de MS, suas tarifas impactam significativamente esses setores estratégicos, com a justificativa de segurança nacional.

A manutenção da tarifa para a carne bovina, responsável por 45,2% das exportações sul-mato-grossenses para os EUA, é considerada o principal impacto negativo para o setor produtivo local. Entre janeiro e junho, as exportações de carne bovina de Mato Grosso do Sul para os Estados Unidos somaram US$ 315,5 milhões, um avanço de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Outros itens que continuarão sujeitos à taxação de 50% incluem sebo bovino (9,4% das vendas), carnes salgadas (2,5%), filés de tilápia, óleos animais e carnes desossadas.

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