Boi gordo chega a R$ 323/@, frigoríficos seguem cautelosos nas compras
Com escalas curtas, pasto firme e exportação sustentando a indústria, arroba do boi gordo ganha suporte mesmo com consumo interno mais fraco no fim de janeiro. O mercado do boi gordo encerra a semana com um sinal claro de sustentação de preços e um cenário que começa a devolver otimismo ao pecuarista, principalmente com a proximidade da virada do mês.
Em São Paulo, as referências apontam o boi comum na casa de R$ 319/@, enquanto o boi padrão exportação (“boi-China”) chega a R$ 323/@, refletindo um ambiente de oferta mais ajustada e produtores menos pressionados a vender no curto prazo.
Apesar da cautela dos frigoríficos em parte de janeiro, o mercado encontra apoio em fatores consistentes: boa condição das pastagens, capacidade de segurar o gado no campo, escalas de abate ainda encurtadas e um fluxo externo que segue dando sustentação ao setor. Ao mesmo tempo, a leitura da “virada do mês” — quando o consumo tende a reagir — ajuda a melhorar as expectativas do produtor.
Arroba firme: boi-China em R$ 323/@ e oferta mais controlada
Na ultima semana, a Scot Consultoria detectou alta de R$ 1/@ nas cotações do boi sem padrão-exportação e também no boi-China em São Paulo, movimento que reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda na praça mais relevante do país.
O dado chama atenção porque janeiro, tradicionalmente, é um mês mais “travado” para o consumo interno, e parte das indústrias vinha tentando impor mais pressão sobre os preços. Mesmo assim, o quadro atual indica que o pecuarista tem conseguido sustentar valores, principalmente porque há menos bovinos disponíveis em determinados momentos e o vendedor está com mais poder de negociação.
Frigoríficos cautelosos, mas escalas curtas limitam pressão baixista no preço do boi gordo
De acordo com a Agrifatto, o mercado físico do boi gordo segue marcado por cautela da indústria, com frigoríficos desacelerando compras diante de dois pontos principais: retração nas vendas de carne no mercado interno e queda nas exportações observada na terceira semana de janeiro (na comparação semanal). Esse movimento fez com que algumas unidades evitassem negócios imediatos, priorizando compras mais seletivas e pressionando pontualmente a arroba.















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