Campo Grande, 19 de Setembro de 2017



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“Tomate cru” e “feira da fruta”: a nova linguagem da democracia brasileira
José Luiz Tejon Megido

A galera no poder da voz que ecoa o anonimato de segmentos \"das ruas”, passou a mandar palavrão, xingamento e porrada virtual e ovacional pra cima da Presidenta. Tá certo que D. Dilma tem casca grossa, dá suas belas patadas na própria equipe, tem também a coisa da decadência global da classe política, mudanças sociais e o reino do marketing na ampliação de sonhos, vontades, desejos humanos. Mas a representante do povo brasileiro eleita em legítima democracia, ao contrário dos períodos da ditadura militar, tem no exercício do seu cargo um necessário respeito dos brasileiros.

A brigalhada dos candidatos, e das próprias facções do partido da presidenta, o ir para as ruas cobrar sonhos prometidos e impossíveis de serem entregues pela própria inoperância, confusão, má intenção e incompetência via manifestações com máscaras ou sem; não dignifica quem manda o tomate cru para a presidenta. Talvez ela não expresse, mas deve retribuir mentalmente com um \"feira da fruta\". E assim criamos uma nova linguagem da democracia brasileira (salvos pelo agronegócio).

 

A ignorância, associada com violência e ideais superiores da humanidade transformados em tabulas chulas, sempre foram o combustível das tragédias de massa no planeta. Se a presidenta Dilma aparecesse sozinha e em pessoa na frente de uma dessas manifestações, pergunto: poderia haver diálogo ou o que aconteceria?  O que você acha? Eu tenho profundo receio do que a democracia e a tolerância populista, associadas com promessas de sonhos irrealizáveis, pode fazer com uma sociedade e com as pessoas.

 

Está na hora de um líder do país, dentro do seu direito institucional, se afastar das disputas eleitorais e colocar ordem em pensamentos, e naquilo que precisa ser feito, e representar não os desejos, e os fetiches das mercadorias, como dizia Marx, e iniciar a construção de uma política, de um diálogo e de uma realidade de resgate de valores.

Não está certo xingar a presidenta eleita democraticamente nas urnas. E também está errado colocar as urnas a serviço do poder pelo poder. Falta liderança de verdade. 

 




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